30 maio 2019 ILIRA Brasil

IlLIRA é uma sensação da suíça que está conquistando o mundo com suas ousadas canções pop. Enquanto ela continua a ganhar impulso, conversamos com ela sobre o novo single e suas origens nas programas de TV.

O novo single, ‘Diablo’ é uma música sobre abuso físico e emocional. De onde veio essa ideia? 

Eu namorava um cara que não me tratava bem. Um dia, quando eu estava saindo da casa dele, sua avó veio até mim, que só falava espanhol, me deu um abraço e sussurrou em meu ouvido “Diablo, Diablo!” Ela me avisou sobre seu próprio neto. Esse incidente alimentou a inspiração para querer escrever essa música, e tem sido um processo libertador tirar tudo do meu sistema. 

Podemos falar sobre sua educação, a mudança, as culturas conflitantes – como isso a moldou como artista?

Eu cresci com pais do Kosovo-Albanês em uma pequena cidade na Suíça, onde basicamente nada acontece. Quando criança da terceira cultura, sempre me senti mal com pessoas zombando de meus sonhos e aspirações. A música tem sido meu refúgio desde então. Criou um espaço para mim, onde eu era capaz de ser o meu verdadeiro eu autêntico e crescer. Aspectos culturais, bem como inúmeras experiências negativas com relacionamentos fracassados, moldaram-me na artista que sou hoje.

Você cita o Nirvana e Rihanna como influências, bem pelo contrário – esses dois artistas tiveram, ou têm uma atitude, uma determinação de permanecerem sozinhos e dizer o que quiserem, você diria que essa é uma qualidade importante para ser um músico?

Definitivamente sim. Eu tive uma atitude de abanar o dedo médio a vida inteira, o que me causou muitos problemas. Ao mesmo tempo, isso me ensinou perseverança e a capacidade de me recuperar depois de falhar. É importante seguir sua paixão, independentemente de quantos obstáculos estejam no seu caminho. 

Quão importante é o lado estético da música para você e o que inspira essa parte de você?

Estética e arte andam de mãos dadas para mim. Eu sempre tive uma visão do que eu queria que minha estética fosse como artista, mas nunca foi algo que eu sentei para criar estrategicamente. Apenas evoluiu naturalmente ao longo do tempo. Meu som e minhas roupas falam a mesma língua para mim, ambos decifram quem eu sou como artista. 

Você começou em programas de talentos na TV, certo?

Houve um tempo em minha vida em que me senti impotente e deprimida porque havia chegado à final de um show de talentos local, mas não ganhei. Mal sabia eu que toda porta que se fecha abre uma pequena janela com uma nova oportunidade. Olhando para trás, foi a melhor coisa que me aconteceu porque me ensinou lições importantes de resiliência.

Você esteve em uma série de bons singles, que no momento está aumentando, o que podemos esperar de você pelo resto deste ano?

O ano passado foi incrivelmente gratificante devido ao apoio inabalável que tenho recebido e elogios de todos pela minha música. Eu tive a sorte de lançar muitas músicas, gravar vídeos para eles em todo o mundo, eu escrevi sessões de Londres a Los Angeles e comecei a fazer shows. O resto do ano está repleto de mais shows como o Lollapalooza em Berlim, mais composições e ainda mais lançamentos.

Fonte: The Rodeo Blog © Tradução e Adaptação: Equipe – ILIRA Brasil

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